Nos capítulos da novela Fenômeno, um começo gradual, porém animador. Depois, a contusão grave e por fim, o desânimo para começar novamente, o que refletiu diretamente nas confusões em sua vida privada, amplamente noticiadas pela imprensa. Já Ronaldinho, é uma incógnita. Ele atravessa um período onde comprovadamente a maioria dos craques atinge o seu auge de técnica e maturidade profissional e é acreditando nisso que o tiffosi rossonero e o torcedor brasileiro ainda confiam no seu potencial. E antes do desafio no Milan, uma chance de redenção: as Olimpíadas de Pequim. Sendo o mais experiente da Seleção, tem a missão de liderar o Brasil rumo a uma conquista inédita e ainda de quebra, salvar a cabeça de Dunga – mesmo a contragosto do técnico, ao menos neste início de preparação.
Era evidente que o meia necessitava de novos ares e que não sobreviveria ao turbulento processo de renovação do Barcelona. E o Milan é sempre uma ótima escolha, tanto pela sua ampla expressão no mundo futebolístico quanto no trato com os brasileiros, já que o clube e Carlo Ancelotti são admiradores declarados do futebol tupiniquim. E voltando lá atrás, no post sobre a chegada de Ronaldo ao Milan (31/01/2007), uso praticamente das mesmas palavras para o sucesso dele: “superar mais uma vez as críticas e a falta de velocidade de tempos passados, para que dessa maneira ele possa se impor novamente e trazer o pavor aos zagueiros. [...] conta com a técnica de sempre para brilhar com a camisa rossonera. Só depende da força de vontade dele.” E que o final dessa história no Milan seja diferente de seu xará, visivelmente em um momento obscuro e confuso de sua vitoriosa (nunca devemos esquecer disso) carreira.