Que as listas e prêmios da FIFA – de qualquer natureza – causam inúmeras discussões e polêmicas entre o mundo da bola, isso é visível. As listas do ranking da FIFA de seleções sempre causam polêmica, quase sempre pela visão “europeizada” da entidade. A eleição de melhor atleta do ano causa o mesmo tipo de impacto e sempre se tem a impressão de que alguém está sendo injustiçado.Claro que a eleição deve premiar a regularidade e a produtividade dos atletas. Como o Barcelona em 2007/08, Messi não foi regular, mas teve lampejos de bom futebol. Mas em 2008/09, Messi – assim como o Barça – vem comendo a bola e encantando a todos. Candidato a principal protagonista na Copa de 2010, na minha visão, Messi pode não ter sido o melhor e mais constante em 2008, mas com certeza ele “está” melhor do mundo. É um grande trunfo para o futuro e, em breve, deve abocanhar a alcunha de melhor do mundo de forma incontestável.
Fora o nome em comum de Messi e Cristiano Ronaldo, os outros nomes causam discódia e muitas discussões. Os eleitos pela FIFA para concorrer aos citados neste post – Xavi, Torres e Kaká- têm suas qualidades, mas acho que só o volante/meia do Barcelona é regular e eficiente neste ano para figurar nessa lista. Trata-se de um dos principais jogadores dos blaugranas há tempos e jogou muita bola na Eurocopa, onde foi o melhor jogador na conquista da Espanha. Já as escolhas de Torres e Kaká parecem mais média do que mérito. Torres fez uma boa primeira temporada de adaptação ao futebol inglês e teve sua cota de participação no êxito espanhol na Euro, mas não foi acima da média. Tal qual como Kaká, que ao contrário do ano passado, quando comeu a bola e ganhou o prêmio de forma incontestável, ele ficou abaixo da média em 2008, tanto por conta da contusão que o acometeu, quanto pelo fracasso com o Milan, onde o time rossoneri não foi capaz nem de se classificar para a Champions League desta temporada.
Por tudo isso, faltou Ibrahimovic na lista dos cinco (anteriormente, eram só três). Principal jogador da Inter desde que se adaptou à equipe (transferido da Juventus por conta do escândalo que levou a equipe à segunda divisão), o sueco teve grande contribuição nos últimos scudetos conquistados dentro de campo pelos nerazzurri. De futebol sempre regular, alia a força física a habilidade e oportunismo, algo semelhante a Henry nos bons tempos de Arsenal. Referência no time de José Mourinho, a equipe sempre recorre a ele quando tem de decidir. E quase sempre o sueco correponde. Na vitória deste domingo sobre o Chievo – onde a Inter complicou o jogo ao permitir o empate depois de estar na frente por 2-0 – Ibra mostrou mais uma vez que não foge da raia: marcou os dois gols que deram a vitória a Inter, mostrando muita presença de área no gol de desempate, marcado de cabeça, e no quarto gol, quando acertou uma bomba na meta do goleiro Sorrentino.
Ao fazer média com Kaká ou Torres, a FIFA deixa um jogador como Ibrahimovic de fora de uma lista de melhores atletas do mundo. Apenas por conta de nome ou estritamente dos resultados dos times/seleções dentro de campo. Em um prêmio como esse, a individualidade deve prevalecer sobre a coletividade. E, individualmente, Ibrahimovic já se destaca no futebol há algum tempo.
RELEMBRE:
Zagueiro de Ouro, Cannavaro (2006)
Incontestável, Kaká (2007)




