A verdade está lá fora

30 04 2009
O sucesso da excelente equipe do Barcelona será posto à prova na semana que vem. Domingo, é dia de El Clásico, frente aos rivais do Real Madrid. A vantagem sobre os merengues – que chegou a ser de doze pontos – atualmente é de apenas quatro, restando cinco rodadas para o final. E curiosamente, desde a derrota no primeiro turno para o próprio Barcelona no Camp Nou por 2-0, na estréia de Juande Ramos, o Real não perde em La Liga. De lá pra cá foram 18 jogos e impressionantes 17 vitórias e apenas um empate. Os merengues têm a oportunidade de mudar de vez um campeonato que parecia garantido para os blaugranas, pois decide sua sorte no Santiago Bernabéu. Focado apenas no Espanhol, o Real Madrid quer o tricampeonato para salvar a temporada, que parecia perdida após os revés para o Liverpool nas oitavas da Champions.

Três dias após o decisivo clássico local, o Barcelona vai à Londres jogar seu destino na Champions League. Sabendo do ótimo momento de seu adversário na semifinal, Guus Hiddink praticamente abriu mão de atacar para segurar um precioso e perigoso 0-0 em pleno Camp Nou nesta terça, o qual vai obrigar o Chelsea a vencer na partida de volta para chegar à final, caso o Barcelona marque gols em Stamford Bridge. Em um campo mais acanhado e familiar, o Chelsea pode perfeitamente levar vantagem sobre os velozes e dinâmicos jogadores do Barcelona, que ainda terá como desfalques Puyol, suspenso, e Rafa Marques, contundido no menisco e fora do restante da temporada. Assim como o Real Madrid, o Chelsea também subiu de produção após trocar de técnico. Nas 16 partidas sob o comando de Hiddink, o Chelsea só perdeu para o Tottenham em março, fora de casa. Ganhou outras 11 partidas e empatou sete. Também nunca é demais lembrar que no mata-mata desta Champions League, os Blues deixaram para trás equipes do calibre de Juventus e Liverpool. E com chances remotas de título na Premier League, o Chelsea aposta todas as fichas no velho sonho de conquistar a Europa.

Time de futebol mais vistoso e ofensivo da Europa, as habilidades do Barcelona serão fortemente testadas. Na partida de hoje, apesar de pressionar, o eficiente ataque blaugrana -140 gols em 2008/09 – terá de ser mais eficiente em Londres, enquanto a defesa – 44 gols em 54 jogos – será mais exigida na partida de Madrid. Para os otimistas, uma derrota do Barcelona é coisa rara nesta temporada: apenas três em 54 partidas oficiais, sendo que a última delas aconteceu contra o Atlético de Madrid, em março, o que dá ao time catalão a atual marca de 13 partidas sem derrota. Então basta os comandados de Guardiola manterem a média, certo? É o que veremos semana que vem…





Corpo mole e corpo fechado

20 04 2009
Longe de mim questionar o trabalho de Guus Hiddink nesta recente (e bem sucedida, até aqui) estadia no Chelsea. O técnico holandês – que também é tecnico da Rússia – sucedeu Felipão em fevereiro e vem fazendo o que o brasileiro só havia conseguido no começo da sua estadia de sete meses em Stamford Bridge: um time aguerrido e que se não joga com brilhantismo, sabe controlar e vencer as partidas. Apenas uma derrota e dois empates em 12 partidas e mais do que o excelente aproveitamento, o Chelsea de Hiddink consegue fazer o que o Chelsea de Felipão não fez e que causou sua queda: peitar as grandes equipes de igual para igual. Prova disso é a campanha dos Blues no mata-mata da Champions, onde derrubou Juventus e Liverpool sem ser derrotado (duas vitórias e dois empates).

Hiddink, que se notabilizou em levar times desconhecidos ou limitados tecnicamente ao topo – como o PSV campeão da Champions League em 1987/88 ou as seleções semifinalistas de Copas do Mundo com Holanda e Coréia do Sul, por exemplo – acertou a mão no Chelsea, principalmente por conta do “despertar” de alguns jogadores importantes do elenco. Didier Drogba – que iniciou a temporada se recuperando de contusões – não vinha bem e era reserva de Felipão, normalmente preterido por Anelka. O descontentamento do marfinense era visível e até era ventilada a sua venda na janela de transferências de janeiro. Motivado pelas chances dadas por Hiddink na equipe titular, o avante fez dez jogos desde a chegada do técnico holandês e anotou sete gols, contra apenas dois na era Felipão em 17 partidas. “A saída de Scolari fez uma grande diferença para mim e para a equipe. Foi a minha chance de demonstrar meu valor. Tenho minha energia de volta. Nos últimos dois meses, a minha vontade de jogar e de ganhar jogos tem sido muito grande”, afirmou o atacante a imprensa inglesa, segundo noticiou o Terra.

Caímos no velho questionamento: jogador derruba técnico? A declaração de Drogba deixa no ar que se não derruba diretamente, dá aquela forcinha. Além da melhora latente do marfinense, jogadores como Ballack e Malouda – constantemente utilizados por Felipão – também melhoraram sensivelmente suas atuações. Lampard é a exceção, pois o camisa oito vem jogando muito desde o começo da temporada, o que faz com que o meia seja o principal jogador da equipe até aqui. Favoritos de Felipão, como Anelka, Deco e Beletti perderam espaço com Hiddink, que utiliza constantemente jogadores como Malouda e Drogba, além de contar com Essien na lateral direita, já que o volante voltou recentemente após longo tempo contundido e é peça importante na equipe, seja qual for o técnico. O esquema de jogo dos dois técnicos é semelhante, sem mudanças bruscas no esquema tático.

Seja qual for o motivo, Felipão caiu por não conseguir deixar o elenco do Chelsea coeso, como ele fez em Portugal, na Seleção Brasileira, Grêmio e Palmeiras, a chamada “família Scolari”. Normalmente, as radicais mudanças implantadas por ele foram respaldadas pelos bons resultados, o que não ocorreu no Chelsea, seja pelo comprometimento de alguns jogadores ou pelas muitas contusões que atingiram o elenco (na minha opinião, uma mescla dos dois). No entanto, a recuperação do Chelsea não passa apenas pela excelente assimilação da filosofia de Hiddink – que não fica no Chelsea para a próxima temporada – pelo elenco. A fogueira das vaidades nos Blues se amenizou e Hiddink soube administrar isso, para benefício mútuo. E o Chelsea, de quase desacreditado na virada do ano chega às semifinais da Champions em condições de peitar o poderoso Barcelona. E porque não, tombar mais um gigante em sua eterna busca pelos louros europeus, tão desejada por Abramovitch quando adquiriu a equipe. É palpável e possível.

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Game Over, Felipão

Essencial





Essencial

18 03 2009
Duas coisas faltaram ao Chelsea da era Felipão: o faro de gol do atacante Drogba – vivia as turras com o brasileiro – que marcou três gols e foi titular nas seis partidas pós-Felipão e a versatilidade do meio-campo Essien. Sua volta aos campos, após seis meses se recuperando de uma contusão no joelho, não poderia acontecer da melhor forma: duas partidas – Juventus e Manchester City – e dois gols anotados.

Mesmo não tendo as características do meia goleador, o ganês desenvolve importante função no elenco dos Blues, trazendo o equilíbrio defensivo, iniciando a transição do ataque com qualidade e chegando como elemento surpresa vindo de trás, como nos gols que marcou em suas últimas aparições. Além da excelência na marcação e na boa transição ao ataque, também atua bem quando é utilizado como ala direito.Muito se fala em versatilidade dos volantes como chave para se montar um bom time no futebol moderno. Como o próprio São Paulo com Jean e Hernanes ou mesmo o Cruzeiro de Ramires. Jogadores com bom poder de marcação, excelente passe e ótimo arremate. Tanto que no caso de Hernanes e Ramires, chegam até a atuar mais como meias de ligação do que propriamente como volantes. Algo que falta na estática e engessada dupla de volantes de Gilberto Silva e Felipe Melo/Josué, com a qual Dunga simpatiza tanto.

Voltando a Essien, o ganês será um dos pilares do esquema de Hiddink no Chelsea junto a segurança de Cech, o toque refinado de Lampard e os gols de Drogba. Mesmo não apresentando um futebol vistoso, o Chelsea vai fazendo da eficiência sua marca registrada desde que a troca de técnicos aconteceu, já que nos sete jogos do Chelsea de Hiddink, os Blues não marcaram mais de dois gols por partida, mas contabilizam seis vitórias e um empate.





English Champions League

15 03 2009
Após os resultados dos confrontos válidos pelas oitavas de final da Champions League, algo fica incontestável: a supremacia inglesa na mais importante competição entre clubes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, todos os clubes ingleses que iniciaram a fase de grupos chegam vivos até as quartas-de-final. Novamente, 50% da Champions é dos ingleses. Nos confrontos com os campeões das principais ligas rivais à Premier League, eliminação relativamente fácil.
Nos confrontos contra o bicampeão espanhol Real Madrid, o Liverpool não encontrou maiores dificuldades. A maior tradição do Real – nove títulos contra cinco dos Reds – não foi suficiente frente a equipe comandada por Rafa Benítez, uma especialista nos confrontos eliminatórios nesta década. E o Real Madrid amargou a quinta eliminação consecutiva na fase de oitavas, mostrando um futebol apático, mesmo com a melhora de produção da equipe na liga espanhola após a chegada de Juande Ramos. Já a tricampeã Inter de José Mourinho sucumbiu facilmente diante do atual campeão Manchester United. Mesmo sem um largo placar agregado no confronto (2-0), o Manchester mostrou grande superioridade frente aos interistas. Na primeira partida disputada no Giuseppe Meazza, os Red Devils só não saíram com a vitória graças a brilhante atuação do goleiro Júlio César. Em Old Trafford, a Inter tentou segurar o ímpeto dos ingleses entrando apenas com um atacante, apostando no embate entre meio-campistas para equiparar o encontro. No entanto, o ímpeto do United foi avassalador e a Inter só não saiu goleada graças a Júlio César, novamente.

O equilíbrio entre Chelsea e Juventus foi grande nas duas partidas. E mesmo com Guus Hiddink iniciando agora seu trabalho nos Blues, conseguiu levar o confronto nos detalhes. O mais frágil e que atravessa fase mais delicada entre os ingleses nesse momento, o Arsenal, ainda conseguiu arrancar uma dramática classificação nos pênaltis. Mas desfalcado de seu principal jogador – Fabregas volta aos campos em abril – e com a má fase de Adebayor, os jovens do Arsenal torcem pela sorte nas bolinhas para enfrentarem um adversário mais frágil – neste caso, Porto ou Villarreal – para seguir em frente. Com a classificação dos quatro ingleses, os ingleses atestam sua supremacia nas quartas-de-final pelo terceiro ano consecutivo: foram três clubes em 2006/07 e os quatro que iniciaram a competição em 2007/08 e 2008/09, contrastando com o único inglês presente em 2005/06 – o Arsenal, derrotado na final contra o Barcelona.Aliás, penso que o Barcelona é o único time capaz de enfrentar a força dos ingleses de igual para igual. Apesar de não ser uma equipe equilibrada como um Manchester United, o Barça joga o futebol mais vistoso entre os europeus, com o tridente Messi-Henry-Eto’o em grande fase e com diversas opções de meio campo, como Xavi, Keita, Yaya Touré, Iniesta, Hleb e Busquets. Mas a defesa é o ponto falho dos catalães – a segunda mais vazada entre os oito finalistas, com nove gols -, que ainda possuem no gol um inconstante Victor Valdés. O Bayern é outro que se apresenta um baita pedregulho aos ingleses. Melhor ataque entre os sobreviventes – 24 gols, 12 nos últimos dois jogos – o tridente Ribéry-Toni-Klose é o ponto forte da equipe. Mas se confrontar os ingleses, os bávaros estarão diante do primeiro adversário mais qualificado nesta Champions, já que o caminho do Bayern até aqui na competição foi tranquilo.

Enquanto isso, na Itália…

Os clubes italianos não conseguiram classificar nenhum representante para esta fase desta Champions. O mau desempenho dos clubes italianos nesta fase piora gradualmente: três representantes em 2005/06, dois em 2006/07 e apenas um em 2007/08. O enfraquecimento dos clubes locais – apesar do título do Milan em 2006/07 com contribuição decisiva e brilhante de Kaká – aconteceu após o escândalo do Calciocaos que explodiu no futebol italiano, em 2006. Tanto é que na Copa UEFA, há apenas um representante italiano nas oitavas – a Udinese, que venceu o primeiro confronto contra o atual campeão Zenit por 2-0 -, já que Fiorentina, Milan e Sampdoria foram eliminados no início do mata-mata da competição (por Ajax, Werder Bremen e Metalist/UCR, respectivamente). O fortalecimento da Inter e o enfraquecimento dos outros grandes – ao menos, por ora – contribuíram para a queda do nível técnico do Calcio. E fora da Itália, a Inter vem colecionando diversas decepções quando falamos em Champions, mesmo com bons times.

A chance de pelo menos dois ingleses nas semifinais é enorme, dependendo do sorteio dos confrontos que será realizado no próximo dia 20 de março. E conforme a dança das bolinhas, a chance de uma segunda final inglesa consecutiva na Champions aumenta consideralvelmente.





Game over, Felipão

14 02 2009
Sem os devidos reforços e derrotas para os principais rivais ajudaram a encurtar a missão de Felipão no Chelsea, que durou apenas sete meses

O empate em Stamford Bridge para o Hull City foi a gota d’água para o mecenas do Chelsea, Roman Abramovitch, dar cartão vermelho para Luiz Felipe Scolari do comando dos Blues. Mesmo com todas as dificuldades da adaptação e implementação de sua filisofia no clube londrino, pareceu uma decisão precipitada. Primeiro, porque o Chelsea – leia-se Abramovitch – atravessa dificuldades financeiras, e por isso, pouco reforçou/renovou o seu elenco. Apenas Deco, Bosingwa, Mineiro e Quaresma – os últimos dois a custo zero – chegaram em 2008/09, em um elenco que sofreria importantes perdas, como o polivalente Essien e Joe Cole pela temporada inteira. Além disso, teve problemas com alguns medalhões da equipe, o que vinha o atrapalhando em uma de suas principais virtudes nos grupos vencedores que construiu: fechar o grupo. Joe Cole, Drogba e Anelka não bateram diretamente contra Felipão, mas as reclamações constantes pela titularidade atrapalharam o foco do elenco.

Em pouco mais de sete meses no comando dos Blues, Felipão teve aproveitamento de 62 %. Em 36 jogos, foram 19 vitórias, dez empates e sete derrotas. No entanto, dois foram os fatores – tecnicamente falando – que contribuíram decisivamente para que Felipão e o Chelsea vissem o título inglês mais distante: o mau aproveitamento dos jogos em casa e o péssimo aproveitamento nos clássicos, primordiais para quem quer ser campeão inglês. Em seus domínios, o Chelsea venceu apenas seis partidas das 13 disputadas, com cinco empates e duas derrotas. Na época de sua primeira derrota – na nona rodada da Premier League para o Liverpool – o Chelsea viu ser quebrado uma série de 86 jogos sem derrota em casa em um período de quatro anos. E nos clássicos, Felipão e o Chelsea não conseguiram uma vitória sequer – duas derrotas para o Liverpool, uma para o Arsenal e uma derrota e um empate frente ao Manchester United.O quarto lugar na Premier League – 49 pontos, sete atrás do Manchester United, que tem uma partida a menos – a irregular campanha na Champions e a eliminação na Copa da Liga Inglesa para o Burnley, da segunda divisão, fizeram com que a torcida e boa parte da imprensa inglesa pedisse a cabeça do brasileiro, mesmo com os Blues terminando o primeiro turno na cola do então líder Liverpool, terminando a primeira parte do campeonato com o melhor ataque (40 gols) e a melhor defesa (nove gols sofridos).

No entanto, desde que Felipão começou a treinar a Seleção Brasileira e após a Copa de 2002, a portuguesa, ele se mostrou um técnico de trabalhos a longo prazo. Ou quem não se lembra do episódio da derrota para Honduras, na Copa América de 2001, disputada na Colômbia, por 2-0. Ainda assim, classificou-se com dificuldades para a Copa de 2002, e deixou Romário fora do elenco e ainda assim, sagrou-se campeão. E na época em que assumiu Portugal, causou indisposição com jogadores, torcida e imprensa lusa bancando Deco em Portugal e deixando o ídolo Vítor Baía fora dos planos para a Euro que se avizinhava, a qual seria disputada na própria terrinha. Os resultados da aposta em Felipão, a longo prazo, vieram na forma de uma Copa do Mundo e um vice da Eurocopa.

A demissão de Felipão nos faz repensar as reais dimensões da crise pela qual o Chelsea atravessa: os Blues devem pensar seriamente na renovação de seu milionário – e neste momento insuficiente elenco – se quiserem continuar cobiçando seu principal objetivo: a Champions League. Esse será o desafio do próximo técnico: foco total na Champions e mover os pauzinhos para uma renovação profunda no elenco.





De pedra a vidraça

1 09 2008
De algoz a vítima. O Real Madrid experimenta a condição de ser o “marido traído” de uma novela que circula diariamente nos sensacionalistas tablóides espanhóis e ingleses: a possível transferência de Robinho ao Chelsea. Logo o Real, que forçou ao extremo a transferência de Cristiano Ronaldo e iria usar o próprio Robinho como moeda de troca. Se a diretoria merengue pregou tanto a tal liberdade para jogar onde quiser – inclusive apoiados pelas declarações infelizes de Joseph Blatter, presidente da FIFA – porque não se sensibilizar com o caso do brasileiro, o qual ainda está longe do bom futebol dos tempos de Santos e alguns momentos de Seleção Brasileira, visivelmente irritado com sua situação em Madrid?

O Real Madrid vê a janela de transferências se fechar nessa segunda-feira após acumular fracassos nas contratações de Santi Cazorla e David Villa (recentemente campeões europeus pela Espanha), além de Ronaldo, a menina dos olhos de Schuster e da diretoria. E uma eventual saída de Robinho enfraqueceria ainda mais o elenco, que trouxe apenas o meia holandês Rafael Van der Vaart para esta temporada. Mas vale a pena deixar um jogador visivelmente insatisfeito no elenco merengue – inclusive com críticas veementes de alguns de seus companheiros, como Robben?

Apesar de seu empresário Wagner Ribeiro – que tem grande parte nesse desejo de Robinho deixar Madrid rumo à Londres, assim como já o fez na época de Santos – o atacante brasileiro não deixa de ter suas razões. Relegado como moeda de troca e última opção, não há jogador que ficasse satisfeito, ainda mais com um empresário procurando clubes como Ribeiro sabe fazer bem. “Disse ao presidente, ao diretor esportivo e ao treinador que quero sair. Não vou me recusar a jogar, caso fique. Mas é responsabilidade de Schuster se ele quiser manter um jogador insatisfeito” disse o camisa dez merengue durante coletiva neste domingo (31/08), visivelmente chutando o balde com o impasse criado. O Chelsea está a espreita esperando a novela acabar, sem nada valoroso a perder. Segundo Robinho, ele até ficaria “um ano sem jogar” mostrando a sua insatisfação. Claro que ele não fará tamanha estupidez, tanto porque minaria seu espaço na Seleção e iria colidir com os interesses do Real, que investiu nele e lhe paga rigorosamente em dia.

Já a diretoria do clube mandou o atacante pagar a multa de cerca de 150 milhões de euros, algo impossível de se acontecer. Mas anteriormente, no caso da malfadada transferência de Ronaldo, o Real sequer cogitou essa possibilidade da rescisão unilateral. Como diz a cantora Pitty em sua canção “Teto de Vidro”: “quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra…” E sabemos que o teto merengue não é feito de vidro, mas sim de cristal…