Após os resultados dos confrontos válidos pelas oitavas de final da Champions League, algo fica incontestável: a supremacia inglesa na mais importante competição entre clubes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo, todos os clubes ingleses que iniciaram a fase de grupos chegam vivos até as quartas-de-final. Novamente, 50% da Champions é dos ingleses. Nos confrontos com os campeões das principais ligas rivais à Premier League, eliminação relativamente fácil.
O equilíbrio entre Chelsea e Juventus foi grande nas duas partidas. E mesmo com Guus Hiddink iniciando agora seu trabalho nos Blues, conseguiu levar o confronto nos detalhes. O mais frágil e que atravessa fase mais delicada entre os ingleses nesse momento, o Arsenal, ainda conseguiu arrancar uma dramática classificação nos pênaltis. Mas desfalcado de seu principal jogador – Fabregas volta aos campos em abril – e com a má fase de Adebayor, os jovens do Arsenal torcem pela sorte nas bolinhas para enfrentarem um adversário mais frágil – neste caso, Porto ou Villarreal – para seguir em frente. Com a classificação dos quatro ingleses, os ingleses atestam sua supremacia nas quartas-de-final pelo terceiro ano consecutivo: foram três clubes em 2006/07 e os quatro que iniciaram a competição em 2007/08 e 2008/09, contrastando com o único inglês presente em 2005/06 – o Arsenal, derrotado na final contra o Barcelona.
Aliás, penso que o Barcelona é o único time capaz de enfrentar a força dos ingleses de igual para igual. Apesar de não ser uma equipe equilibrada como um Manchester United, o Barça joga o futebol mais vistoso entre os europeus, com o tridente Messi-Henry-Eto’o em grande fase e com diversas opções de meio campo, como Xavi, Keita, Yaya Touré, Iniesta, Hleb e Busquets. Mas a defesa é o ponto falho dos catalães – a segunda mais vazada entre os oito finalistas, com nove gols -, que ainda possuem no gol um inconstante Victor Valdés. O Bayern é outro que se apresenta um baita pedregulho aos ingleses. Melhor ataque entre os sobreviventes – 24 gols, 12 nos últimos dois jogos – o tridente Ribéry-Toni-Klose é o ponto forte da equipe. Mas se confrontar os ingleses, os bávaros estarão diante do primeiro adversário mais qualificado nesta Champions, já que o caminho do Bayern até aqui na competição foi tranquilo.
Enquanto isso, na Itália…
Os clubes italianos não conseguiram classificar nenhum representante para esta fase desta Champions. O mau desempenho dos clubes italianos nesta fase piora gradualmente: três representantes em 2005/06, dois em 2006/07 e apenas um em 2007/08. O enfraquecimento dos clubes locais – apesar do título do Milan em 2006/07 com contribuição decisiva e brilhante de Kaká – aconteceu após o escândalo do Calciocaos que explodiu no futebol italiano, em 2006. Tanto é que na Copa UEFA, há apenas um representante italiano nas oitavas – a Udinese, que venceu o primeiro confronto contra o atual campeão Zenit por 2-0 -, já que Fiorentina, Milan e Sampdoria foram eliminados no início do mata-mata da competição (por Ajax, Werder Bremen e Metalist/UCR, respectivamente). O fortalecimento da Inter e o enfraquecimento dos outros grandes – ao menos, por ora – contribuíram para a queda do nível técnico do Calcio. E fora da Itália, a Inter vem colecionando diversas decepções quando falamos em Champions, mesmo com bons times.
A chance de pelo menos dois ingleses nas semifinais é enorme, dependendo do sorteio dos confrontos que será realizado no próximo dia 20 de março. E conforme a dança das bolinhas, a chance de uma segunda final inglesa consecutiva na Champions aumenta consideralvelmente.
Não, este não é mais um texto sobre a nova volta de Ronaldo, mas também envolve um atacante de camisa nove, com feitos bem mais modestos no futebol que o Fenômeno. Há pouco mais de um ano, após entrada violentíssima do zagueiro Martin Taylor, o brasileiro naturalizado croata 
